sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Um alerta aos pais piedosos no meio de uma geração corrompida e perversa


Queridos,

O mundo jaz no maligno. E parece que especialmente no nosso Brasil vemos um trabalhar cada vez mais intenso do reino das trevas para roubar o coração das nossas crianças, desde a mais tenra idade. Recebemos de vários irmãos do nosso estado alguns materiais "educativos" que querem introduzir nossas crianças no vício da pornografia e auto-satisfação sexual. Eles sabem que quanto mais cedo elas aprenderem essas práticas pecaminosas, mas difícil será deixar de praticá-las. Por isso, irmãos, pais e mães, eu rogo, cheguem antes e protejam seus filhos!

Muitos pais estão preocupados com a saúde física ou com o desenvolvimento intelectual mais do que com a integridade espiritual e moral dos seus filhos. Levam aos postos de vacina desde cedo a fim de vê-los livres das doenças, matriculam em creches e escolas, para que estudem e sejam inteligentes, mas se esquecem de aplicar-lhes a vacina contra o pecado. Esquecem-se de ensiná-los as verdades de Deus antes de os expor ao mundo. Aplicam o antídoto contra a paralisia infantil, mas deixam que as pobres almas infantis morram diante dos vícios da carne!

Irmãos, não são poucas as histórias tristes que ouvimos (e não é minha intenção aterrorizá-los). E o que mais me dói é saber relatos de abandono de crianças enquanto seus pais são vivos! Sei que muitos querem dar o melhor: esforçam-se, trabalham arduamente, mas, nesse desejo de dar o melhor, não atentam ao que está escrito no "Manual divino” sobre o cuidado espiritual de seus filhos. Desde o princípio, o Senhor deu muita importância ao dever dos pais de instruir seus filhos em Seus caminhos, e foi esse um dos critérios que O levou a escolher Abraão como patriarca do povo de Israel (Gn 18.19). 

A receita dada por Deus quanto à criação de filhos envolve gastar tempo ensinando, orando e investindo na vida espiritual dos filhos (Dt 6.4-7). Quando colocamos uma boa base espiritual na formação de nossos filhos, estamos a prepara-los para viver no temor do Senhor, e assim terem condições de enfrentar os ataques do maligno, e evitar todo mau caminho (Pv 2.1-13).

Na fase mais linda da vida, enquanto são crianças, temos que usar todas as oportunidades para marcar o território divino na vida de nossos filhos! Não podemos deixá-los à mercê das influências mundanas e dos predadores espirituais. Temos que fazer a nossa parte como pais que amam os filhos e desejam que eles escolham viver no temor do Senhor. Se, mesmo fazendo isso, há a possibilidade de que algum filho decida seguir um caminho diferente, imaginem se não fizermos nada? Que o Senhor nos ajude a pastorear o coração de nossos pequeninos no Seu temor!

Antes que venham os maus dias, lembremos do Criador aos nossos filhos... Antes que nossas crianças tenham contato e se interessem em assuntos perniciosos, e enquanto elas ainda veem os pais como uma fonte confiável de informação, falemos a elas a verdade sobre Deus e sobre o mundo. Para protegermos nossos filhos da pornografia e dos vícios pecaminosos precisamos chegar primeiro e imunizá-los contra os danos reais do "veneno da imagem".

Estaremos, aos poucos, tentando ajudá-los, via internet, a enfrentar a correnteza da cultura sexualizada e pervertida do mundo em que vivemos. De início, peço aos irmãos que não apenas orem por seus filhos, mas que orem com eles e leiam a Bíblia juntos todos os dias. Estabeleçam um contato espiritual com seus filhos hoje. Aceitem o chamado de Deus para serem seus guias espirituais. Esse é o caminho da vitória.

Deus abençoe cada pai e mãe!

Judite Alves

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Irmã Judite entrevista pr Juan Carlos Escobar

Paz do Senhor!

Entrevistei o pastor das Assembleias de Deus na Espanha, pr Juan Carlos Escobar. Na entrevista, ele fala sobre o papel da mulher na restauração das cidades assoladas pelo pecado, na importância dela para a restauração das civilizações. Tema que foi ministrado na 27a. UEMADEPE / 2016, por ocasião da nossa Escola Bíblica de Obreiros.


Desfrutem! Deus os abençoe!






sábado, 22 de outubro de 2016

Resumo do 27° Encontro das Esposas de Obreiros de Pernambuco

Tivemos um dia maravilhoso na presença do Senhor! Cada ano parece ser melhor! Cada ano Deus nos fala de uma forma tão íntima... Ele renova nossas forças e lembra-nos as Suas grandiosas promessas. 

Vou tentar fazer um resumo do que ouvimos ali. Logo pela manhã, nosso pastor nos deu uma palavra, fazendo-nos lembrar do nosso papel primordial: sermos aquela que apoia, que dá suporte e que é uma segurança para o ministério do nosso esposo. Um pastor pode ter muitos obreiros ao seu dispor, mas a companheira que não pode faltar é a sua esposa: ela é insubstituível. Ela é a ajudadora idônea, a que tem o ministério do seu esposo nas suas mãos. E quando mais passam os anos, mais o marido precisa do apoio e conforto de sua esposa.

Quando Deus faz o chamado a um homem, separando-o para o ministério, está incluído nesse chamado a esposa desse homem: ela é parte desse chamado e está debaixo da mesma missão do seu esposo. E então, nosso pastor nos lembrou do tempo em que fomos para a missão. Não foram dias fáceis. Mas a nossa unidade como marido e mulher, debaixo da unção do Espírito Santo foi o que nos fez suportar as dificuldades. Foram nesses momentos em que exercitamos a gratidão e a fé na família.

Somos chamadas, irmãs, para sermos o socorro do nosso marido. Claro, temos nossas individualidades, mas precisaremos renunciar muitas coisas por Deus. O nosso pastor nos lembrou de mulheres como minha querida mãe, a irmã Maria, lembrou da esposa do pastor Amaro Mariano, ressaltou o nobre caráter na irmã Ziza, esposa do pr. Anísio e que estava presente entre nós, e todas as dificuldades que essas mulheres enfrentaram, muitas vezes caladas, dando o suporte no lar, mesmo quando seus esposos estavam pelo sertão viajando... Esses homens tiveram um ministério abençoado e frutífero porque suas esposas souberam edificar o lar com renúncia, oração e socorro.


De tarde, nossa querida irmã Edna Veiga nos trouxe lições da vida de Priscila, esposa de Áquila. Da vida desta serva de Deus extraímos algumas lições:

1. Era uma mulher submissa e desprendida. Saiu do seu local de origem para acompanhar seu marido. Era prudente e virtuosa. Nesse momento a irmã Edna citou um fato de uma irmã que, embora casada, prestou um concurso em uma outra cidade e ao ser aprovada, resolveu que assumiria a função, longe do marido, que era um obreiro da casa do Senhor. Este não é um bom exemplo a se seguir. A esposa foi chamada para estar ao lado do marido, fazendo-lhe companhia sábia. A irmã Edna nos contou a sua história pessoal, e como confiar em Deus pela fé e seguir o seu marido foi uma escolha difícil, mas que mostrou-se infinitamente melhor que os seus próprios planos pessoais. Ela desejava exercer sua profissão, pois era professora de matemática. Tentou por um tempo, mas seu esposo, o pastor Veiga, pediu-lhe que adiasse esse sonho. Ela, embora frustrada, colocou diante do Senhor seu desejo. O Senhor lhe deu um sonho, e nele ela estava lecionando não matemática, mas assuntos relacionados ao Reino de Deus. Hoje, ela vê o cumprimento das promessas de Deus.  A irmã Edna nos lembrou que Deus cumpre os seus desígnios sem ignorar nossos dons. Deus vai colocar você no lugar onde você exerça os seus dons sem precisar insubordinar-se. 

"Deus cumpre os seus desígnios sem ignorar nossos dons. Deus vai colocar você no lugar onde você exerça os seus dons sem precisar insubordinar-se". 
Edna Veiga 

2. Priscila também era uma mulher trabalhadora. Ela aprendeu o ofício do seu marido, que era fazedor de tendas. Tendas fala de abrigo, esconderijo, passagem, brevidade. Fazer tendas é lembrar da providência de Deus. O Senhor instituiu a festa dos tabernáculos, ou das tendas, para lembrar ao seu povo o tempo da peregrinação no deserto e o sustento do Senhor (Lv 23.33-43). Os israelitas passavam sete dias habitando em tendas, uma vez por ano. Construir tendas é lembrar da nossa transitoriedade nesse mundo: estamos de passagem, não temos aqui casa permanente. Por isso, não devemos nos apegar às coisas deste mundo. Priscila, pela sua profissão, nos lembra essa verdade. A fragilidade da tenda nos lembra da nossa fragilidade e peregrinação neste mundo rumo à terra Prometida.

3. Se o apóstolo Paulo os levou consigo é porque viu virtudes neste nobre casal. Havia parceria, concordância. Junto de Paulo este casal cresceu na fé e no conhecimento de Deus, a ponto de tornarem-se pessoas confiáveis. Mais tarde, Paulo os colocou como encarregados da igreja em Éfeso (At. 18.19). Certamente, Priscila observava as atitudes de Paulo diante dos problemas e procurava agir como ele, seguindo o seu exemplo.

4. A boca de Priscila era como um manancial. Ela viu que Apolo era fervoroso, mas incompleto. E então mostrou ponto a ponto as doutrinas, o caminho do céu. Mais tarde, aquele homem tornou-se um dos principais obreiros da igreja primitiva. A lição que podemos extrair daqui é que nós, como esposas de obreiros, provavelmente instruiremos pessoas que mais tarde exercerão autoridade sobre nós. Isso é mais um dos grandes mistérios do Evangelho.


Para fechar nosso dia, ouvimos a Palavra de Deus ministrada pelo pastor Juan Carlos Escobar. Que tarde maravilhosa!

O texto lido foi em Isaías 54.1-4. O pastor nos mostrou que o texto bíblico fala em termos femininos; fala do papel da mãe, o papel gerador de vida, protetor, que transmite visão e sonhos. O papel materno não se limita a gerar filhos biologicamente, mas estende-se aos filhos que geramos para Deus. Podemos gerar filhos pela Palavra de Deus.

Precisamos gerar uma nova geração que se estende "à direita e à esquerda"(Is 42.3a), ou seja, não há limites. Além disso, a herança que nos cabe são as cidades assoladas. Nas cidades estão as pessoas, estão nossos filhos a estudar, a produzir, a trabalhar... Eles fazem parte do progresso político, econômico e moral. Mas a cidade está assolada pelo materialismo, ateísmo, secularismo, por isso, precisamos chegar antes na vida deles. A maior influência na vida dos nossos filhos deve ser da família e da igreja.

As cidades assoladas nos falam de famílias e jovens arrasados. A igreja foi feita para estar em lugares inóspitos, sem vida. Somos o sal que tempera um mundo insosso. Somos a luz que ilumina as trevas. Aceitemos o desafio, o Espirito Santo estará conosco, a Palavra de Deus tem poder.

O pastor Juan lê o texto que está em Salmos 16.5: "O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice; tu sustentas a minha sorte". Deus nos leva a lugares difíceis, que ameaçam nossos filhos e famílias. Mas onde quer que Ele nos coloque, ali será um lugar de bênção, pois é a herança de Deus para nós, é a oportunidade que temos de redimir a terra. Nossa missão é restaurar a cidade assolada. Mas esse chamado não será feito sem a nossa colaboração. Precisamos estar preparadas e firmes nos propósito de educar as novas gerações no conhecimento de Deus e se há algum incômodo alheio à sua vontade, entenda que essa é a vontade de Deus. Ele usará, ao final, todas as coisas, as boas e as más, para cumprir os seus propósitos eternos. Mas precisamos ter fé e crer. Deus vai tratar conosco pela fé e não pelo que vemos. Precisamos crer nEle.

O pastor nos lembrou de Efraim e de como as promessas de Deus pareciam estar frustradas (1 Cr 7.20-24).  As tragédias acontecem e querem nos roubar a bênção. E são nesses momentos que precisamos vigiar para não nos tornarmos amarguradas de espírito, queixosas e amargas. Se não nos protegermos, nossos sonhos morrerão. O adversário quer que, pela dor, você perca a visão da sua vida. Nas nossas dificuldades, não deixemos que satanás leve a glória pela maldição das nossas palavras, antes, tenhamos sempre uma palavra de ânimo e fé. Não falemos com cargas de negatividade: essas palavras podem afetar o coração e a mente dos seus filhos, da nova geração que Deus colocou em nossas mãos.

Nas dificuldades muitas vezes nos sentimos improdutivas, como se estivéssemos fora de lugar. Não nos abalemos com as más notícias: o Senhor fará de nós uma mulher de glória. Temos as marcas de uma vida redimida, a nossa vida é uma mensagem para essa sociedade perdida. Aqueles que têm a marca  do Senhor passam por vales. Eles são necessários, mas não são o nosso destino. Passaremos por eles, e lá experimentaremos a transformação divina. O salmista diz: "...passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques" (Sl 84.6). Quem confia em Deus e aquele cuja força está em Deus consegue transformar realidades. Deus permite que passemos por ele para que vejamos o que Ele faz através de nós. É no vale que nos tornamos produtivas, é no vale que geramos riquezas. Por isso, não podemos deixar que o ambiente inóspito em nossa volta domine a nossa vida. Nós é que precisamos mudar o nosso entorno.

A mulher samaritana, diante da sociedade, era uma fracassada na família. Mas Jesus olhou para ela com terno amor. Ele encontrou uma necessidade para ter que passar por Samaria e assim fazer daquela mulher um instrumento de valor para sua cidade. Ela, cansada das pessoas, sai para buscar água numa hora em que não encontraria ninguém. Mas, apesar de suas tragédias, Jesus viu nela uma mulher que tentava. Tentou cinco vezes, mas em vão. Ela precisava de um homem para a redimir na sociedade do seu tempo. E então, veio Jesus. Ela vem ao poço com um cântaro e Jesus vê nela um potencial. Na verdade, Ele tem mais do que um poço para ela: ele tem uma fonte que jorra para a vida eterna! Quando ela entende essa verdade, ela abandona o cântaro e vai falar de Jesus para sua cidade. E aqui acontecem as mudanças: ela deixa de ser uma mulher do cântaro, ou seja, uma mulher consumidora, que vai em busca, para ser a fonte da água! Ela agora é portadora de Deus, da Sua palavra, da fonte da Vida!

Nós somos mulheres transformadas e redimidas. Deixemos o cântaro e sejamos fontes de vida, uma influência em nossa geração, em nossa cidade.

Os lugares assolados serão reedificados, e os vales, pela nossa presença, converter-se-ão em fontes. Essa é a promessa de Deus para as mulheres geradoras de vida.


Deus abençoe a cada uma. Um bom final de semana com Deus.


Judite Alves.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Tempos da Infância...


Como é bom ser criança! O período em que se passa a infância é breve e não volta mais!

Como não amar esse tempo e como não acalentar suas lembranças, memórias que nos dão alívio e fazem nossa alma voar?


Quem não recorda do tempo quando éramos carregados nos braços, afagados por pais, avós, vizinhos, amigos, parentes e até desconhecidos?


Quem não se lembra das manhas, das birras, dos choros e das brincadeiras? Naqueles tempos, nossos pais ocupavam um espaço no coração tão especial que a visão que tínhamos de Deus perpassava por essa relação tão linda. Como estavam entrelaçadas a necessidade de sermos amados com a fé infantil! Não sofríamos do mal da idade adulta: tínhamos aquela fé simples, que crê somente, sem exigir provas. Como crianças, aprendemos a amar e a viver praticando o bem e até repartindo o que tínhamos com alguém. Não importava se éramos ricos ou pobres. Éramos todos iguais e precisávamos estar juntos, numa bela brincadeira. Nesse sentido é que podemos entender as palavras de Jesus: "quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele" (Mc 10.15).Éramos livres das preocupações, e nosso único estímulo para viver era a alegria e o amor. Quem não lembra em como o beijo no joelho e como o pirulito resolviam nossos maiores dilemas? Hoje eu tento ressuscitar na minha imaginação sexagenária as lembranças dos brinquedos, que por humildes que fossem, traziam satisfação, alegria e prazer no brincar. Criávamos brinquedos, inventávamos brincadeiras e repetíamos as tradicionais brincadeiras, como barra bandeira, pega, esconde-esconde, boca de forno, cantigas de roda. Tudo era muito lindo! Enquanto isso, nossas mães prosavam, atualizavam seus assuntos, e nós, crianças, nos divertíamos. Cumpríamos primeiro com as obrigações e as tarefas da escola; a ajuda nas tarefas do lar era exercitada também.

+A parte estranha da infância é que mesmo vivendo num mundo tão livre dos problemas dos adultos, desejávamos ser iguais às pessoas grandes. Ah, mas acho que isso acontecia porque ainda não havíamos passado pelas experiências amargas da vida adulta, e que são a razão de nos tornarmos pessoas frias e cautelosas nas relações com os outros. A espontaneidade e a pureza infantis são as marcas da infância que mais desejo manter! Não quero privar a mim mesma dos prazeres puros da terna amizade que a infância sabia manter. Enquanto faço esse relato, a criança que tenho dentro de mim se alegra! Meus olhos estão brilhando só em recordar aqueles momentos... Com muita razão Jesus enfatiza que aquele que não se fizer como uma criança não pode ver o Reino de Deus (Mt 18.3).

E então, num determinado momento da vida, deixamos de ver as coisas como víamos: é o outro lado, o lado duro da vida, que se apresenta desconhecido, mas real. Nesse momento, deixamos de ser crianças. Infelizmente, há muitos que lhes foi revelado esse outro lado aos 7, 8 ou 9 anos. E isso me leva a pensar: será que nesse mundo, de tanta maldade e hipocrisia, há um espaço para a criança ser criança?

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Qual é o sentido da vida?


Paz do Senhor, amigas!
Demoramos um pouco para postar aqui no blog, pois as demandas da vida muitas vezes nos impedem fazer tudo o que queremos, como também nos faz adiar planos, reajustar algumas pendências, e, enfim, dar uma reorganizada nas nossas vidas.
Acabamos de voltar de uma viagem maravilhosa à África do Sul, onde visitamos nossos missionários, e chegamos em paz, graças a Deus. De volta com vocês, queridas amigas, desejo tudo de bom, inclusive paciência para ler essa postagem, que trata de uma necessidade vital para o ser humano.
Uma pergunta devemos sempre fazer para nós mesmas: “Que sentido estou dando à minha vida?” Leia, e certamente você fará uma avaliação da sua vida e qual o propósito dela aqui na terra.
Todos os dias os meios de comunicação noticiam tragédias pessoais e familiares que envolvem homicídios e até suicídios. Por mais difícil que seja o quadro que essas pessoas enfrentam somos levados a refletir nos motivos que levam alguém a tomar tão extremas atitudes...

Como ter uma vida organizada

Querida, estamos de volta para falar de uma assunto muito importante!
Acredito que, como eu, você é uma mulher que gosta de ver tudo organizado, embora às vezes não tenha muito tempo para isso. Ou talvez você nunca tentou fazer um esforço para manter as coisas nos seus devidos lugares, ou nunca foi treinada na vida para tal, mas como nunca é tarde para aprendermos, pensando nisso, trago algumas dicas para nós, de como ter a nossa própria vida organizada. Disse Aristóteles: “é fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”. E enquanto dou dicas, aprendo a fazer o que é para fazer. Falo como o apóstolo Paulo: “o que eu aprendi… isso também vos ensinei” (1 Co 11.23).
Na verdade, até preparei umas dicas de como ter nossa casa organizada, mas pensei: que adianta tentarmos organizar a casa se a nossa vida é desorganizada, e a desorganização parte de dentro de nós? Para aprendermos bons hábitos, muitas vezes começamos a realizá-los “a duras penas”, para só depois de um tempo tornamos uma rotina em nossas vidas. Mas vale cada esforço, pois as principais beneficiadas somos nós mesmas. Depois de estabelecido o bom hábito, precisamos apenas ter o cuidado para não exagerarmos. Nossa avó já dizia: tudo em demasia é veneno. E é claro que todo exagero é prejudicial.
Então, O QUE DEVEMOS FAZER PARA TERMOS UMA VIDA ORGANIZADA?

Credo da Dona de Casa

Queridos, a paz do Senhor!
Depois de alguns dias ausente, estou de volta!
Gostaria de compartilhar com você, mulher de Deus, o Credo da Dona de Casa. Encontramos esse credo na web e traduzimos para você. Espero que sirva de ânimo e consolo e que você, querida mulher, sinta-se motivada pela Palavra de Deus a cumprir com alegria o seu papel de dona de casa. É uma honra para nós poder servir aqueles que Deus nos deu para cuidar.
Imprima esse texto, cole-o no espelho do seu banheiro, e todos os dias, ao levantar-se, leia e aplique cada confissão na sua vida diária. Deus abençoará sua família, seu casamento, seus filhos. Creia!
Tenha uma semana abençoada na presença do Grande Deus!



O temor a Deus e à Sua Palavra

Gosto muito de conversar com minhas irmãs e amigas da igreja, sempre que tenho oportunidade. Falamos dos eventos da igreja, das notícias da semana, da rotina do dia a dia… Mas o que mais me agrada é quando conversamos sobre as coisas de Deus. Sempre me sinto edificada ao ouvir testemunhos, e comentar textos bíblicos, ou a leitura de bons livros cristãos.
Você pode estar pensando: “Mas o que tem isso a ver com o título desta postagem?”
Bem, quero compartilhar algo que me impactou recentemente. Numa dessas conversas, uma das irmãs quis me mostrar um áudio de uma mensagem que lhe enviaram pelo “WhatsApp”: nela, uma mulher falava que iria meditar na característica do fruto do espírito – a paciência. Passa a ler, então, Gálatas 5.22, e começa a dar uma explicação da leitura feita. Enquanto fala, é interrompida por um filho que começa a atrapalhar aquela gravação. A mulher se irrita e passa a responder com palavrões cada vez que era importunada em sua gravação. Naquele momento, eu me indignei e disse: “Irmã, apague isso! Sei que você não tem culpa, mas não podemos compactuar com as obras da carne e nem sorrir com essa falta de respeito com a Palavra de Deus”.
Quando estava nesta “santa” indignação, o Espírito Santo falou ao meu coração,

A mulher de Jó – O coração como terra de pedregais

Jesus, explicando aos discípulos a parábola do semeador, disse:
…o que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo: antes, é de pouca duração; e, chegada a angustia e perseguição por causa da palavra logo se ofende (Mt 13.20-21).
Esse coração é muito parecido com o coração da mulher de Jó. Ela aparece somente uma vez em toda história, para dar um mal conselho ao seu marido, que em meio às angústias, enfermidades e provas, ainda mantinha a sua integridade para com Deus (Jó 2.9-10). O coração dessa serva não foi uma boa terra, ela não se preparou espiritualmente para o dia da adversidade. Veja suas palavras:
Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios (Jó 2.9-10).
Já o seu esposo, Jó, frutificou para Deus nos momentos de aflição. Fica muito claro que o coração dele era uma boa terra, pois quando observamos tudo o que passou, a perda dos bens que possuía, a perda dos filhos queridos e a perda da sua saúde, contudo em nada ele reclamou, mas glorificou a Deus. A maioria das mulheres prefere que os acontecimentos ruins venham sobre elas, e não sobre suas famílias. Por certo aquela mulher desmoronou, diante de tanto infortúnio. E em pensa- mento, talvez cogitasse quais seriam os julgamentos a respeito de sua família, pois havia naquele tempo uma ideia de que se alguma catástrofe ou enfermidade acontecesse na vida de uma pessoa, ou família, era porque havia pecado diante de Deus e, portanto, estava sendo castigada. Para a esposa do servo Jó seria bem mais fácil resolver o problema dessa maneira: negar a fé e morrer. Ademais, podemos observar que ela, dentre toda a família, foi a que saiu ilesa; em nenhum momento vemos algum mal lhe atingindo. Era de se esperar, se ela estivesse firmada em Deus, essas palavras: “Querido, está vendo como Deus é sábio? Apesar de todas as perdas que tivemos, só restamos nós dois, e eu poderia estar com alguma doença qualquer, mas Deus me deixou com saúde para cuidar de você e interceder com você a Deus. Eu sei que Ele lhe restaurará”. Seria o conselho de uma mulher sábia, de uma mulher amiga.
O sábio diz: “Em todo tempo ama o amigo e na angústia nasce um irmão” (Pv 17.17). A mulher não entendeu que nada acontece na nossa vida sem a permissão de Deus. Jó entendeu, por isso a primeira atitude do servo de Deus, que tinha o seu coração como uma boa terra, foi adorar. Observe essa declaração, feita por um homem que nem sabia a origem da sua prova, mas sabia que o Controlador de todas as coisas estava acima dele:
Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra e adorou. E disse: Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor tomou; bendito seja o nome do Senhor. Em tudo isto, Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma (Jó 1.20-22)
Pmulherdejo2rovavelmente você também esteja passando por momentos semelhantes, e é difícil entender o desenrolar de sua história; quero apenas
lembrar-lhe que a história de Jó começou com satanás, mas o desfecho dela termina com Deus. Não faça do seu coração uma terra cheia de pedregais, como foi o da mulher de Jó, pois assim a Palavra não adquire profundidade, nem a semente da fé pode criar raízes profundas quando vem a tribulação. Quando alguém vive com base nas circunstâncias exteriores, sua fé é de pouca duração e a saída mais rá- pida nessas ocasiões é a desistência, como fez a mulher de Jó. Tenha sempre em mente que temos um adversário que se coloca todos os dias diante de Deus para nos acusar (Ap 12.10b), embora não o vejamos. Ele quer diminuir diante de Deus o nosso compromisso firmado com Ele. Ele tenta-nos convencer de que estamos com o Senhor apenas por interesses. Ele quer arruinar o nosso testemunho e nossa vida. Por meio de situações adversas, na família, nos negócios, ou até na vida espiritual, o inimigo tenta minar nossas estruturas. Mas lembre-se: por mais difícil que seja o quadro, Deus sempre está no controle de tudo. Aprenda essa lição:

Suportamos provações imerecidas, mas que são permitidas. A vida inclui provações que não merecemos, mas que devem, mesmo assim, ser suportadas. (…) Nunca poderemos explicar ou compreender completamente o mistério da vontade insondável de Deus. Não tente agarrar cada fio do seu plano profundo. Se resistir ao meu conselho neste ponto, ficará cada vez mais confuso, ressentido e finalmente amargo. Satanás vai então vencer. Suporte a provação permitida por Deus. Nada toca a sua vida que não tenha passado primeiro pelas mãos de Deus. Ele tem pleno controle e tem o direito soberano de permitir provações que não merecemos por ser Quem é (Charles Swindoll).
Meu desejo é que, no momento da prova, ainda que não entendamos nada, possamos olhar firmemente para Jesus, que é o Autor e o Consumador da fé (Hb 12.2), e assim triunfaremos. Se Deus lhe permitiu estar nessa situação em que se encontra, comece a adorar como Jó adorou, e no momento de desespero, faça a oração que ele fez: “Ainda que Ele me mate, nele esperarei” (Jó 13.15). Deus sabe de tudo. “Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). Todas as coisas incluem as boas e as ruins. Vemos tão pouco, mas Ele vê além. O que está acontecendo hoje com você é necessário para o seu crescimento espiritual. Você não entende hoje, mas entenderá depois.
Mesmo que Deus esteja em silêncio diante de tudo o que está passando, creia, Ele está aí, bem junto de você. O silêncio dEle faz parte do processo de seu crescimento e aprendizagem. Assim fazendo, seu coração seguirá sendo uma terra boa, haverá muita terra para semente germinar e se aprofundar, por isso mesmo, não haverá lugar para abrolhos, espinhos e pedregais. Pelo contrário, haverá uma grande colheita, tanto material, como espiritual (Jó 42. 10-16). Essa promessa também pode lhe alcançar. Davi, em um de seus mais belos salmos, declarou:
O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei? Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram. Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha (Sl 27.1,2,4,5).
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O coração de Davi era bem diferente do coração da mulher de Jó. Ele tinha convicção que no dia da adversidade, haveria um esconderijo secreto para ele! Quem confia no Senhor, pode contar com o escape providenciado por seu bondoso Pai Celestial. Com certeza, o coração de Davi era uma boa terra para a frutificação. Não foi sem motivo que o Senhor declarou a respeito dele: “Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu co- ração, que executará toda minha vontade” (At 13.22).
E você, querida, já entendeu que tudo pertence a Deus e que, por isso mesmo, a qualquer momento tudo pode ir? Já compreendeu que as provações são o teste da sua fé em Deus? Na provação, faça como Jó, diga: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21).
Judite Alves
(extraído do livro Mulher: Feita para Frutificar. p. 195-200. Editora Bereia)

Maridos, segurem a mão de suas esposas antes que seja tarde

Queridos,
Leiam o texto abaixo, escrito por R. C. Sproul Jr. Creio que edificará muito suas vidas.
Que Deus vos abençoe em Cristo.
Maridos, segurem a mão de suas esposas antes que seja tarde
O retorno que tenho recebido nos últimos anos pelo que escrevi a respeito da doença, da alta e da ausência da minha amada, é tanto constrangedor quanto encorajador. Eu me alegro especialmente quando ouço que as coisas que escrevi têm servido a outros em um momento de provação. Minha intenção continua sendo usar o que eu escrevi em um livro no futuro. Dito isso, ainda creio que a coisa mais vulnerável, mais perspicaz e mais útil que eu escrevi em toda essa jornada foi esse breve tuíte:
Queria ter segurado mais a mão dela — R.C. Sproul Jr. (@RCSproulJr) 4 de Maio de 2012
Provavelmente esse é o meu mais profundo arrependimento, de não ter segurado mais a mão dela.
Não significa, é claro, que eu nunca segurava a mão dela. É provável, contudo, que eu não o tenha feito tão frequentemente quanto ela gostaria. Segurar a mão dela comunica a ela de uma maneira simples, porém profunda, que nós estamos conectados. Tomar a mão dela é dizer: “Eu sou grato por nós sermos uma só carne”. Tomar a mão dela me diz: “Essa é osso dos meus ossos, carne da minha carne”. É uma liturgia, um hábito ordinário que lembra de ver mais claramente a extraordinária realidade de dois sendo feitos um. Mesmo em momentos de dificuldade ou discordância, isso teria comunicado: “Passaremos por isso juntos. Não largarei”.
Isso também teria lembrado a nós ambos da secreta, mas feliz verdade que escondemos um do outro; aquela realidade oculta que é tanto um constrangimento quanto uma vertiginosa alegria: que nós somos apenas crianças. O fato de termos filhos, pagarmos hipotecas, enfrentarmos dificuldades do tamanho do mundo adulto nunca muda, de fato, o que somos por dentro. Segurar a mão ela era como andar saltitante no parque. Segurar a mão dela era como piscar para ela, como quem quer dizer: “Eu sei que você também é só uma criança. Vamos ser amigos”.
Por outro lado, segurar mais a mão dela teria comunicado a nós dois meu próprio chamado de guiar tanto ela quanto a nossa casa. O ato de segurar a mão é uma maneira de dizer tanto “você está segura comigo”, quanto “siga-me em uma aventura!” Isso teria me lembrado de que não existe renúncia, não existe fuga, não há como retroceder diante da responsabilidade, e enquanto eu a conduzia, seria um constante lembrete de que eu conduzo não por amor a mim, mas por amor a ela.
Segurar mais a mão dela teria falado com clareza ao mundo que nos observa. Teria comunicado: “Existe um homem que ama a sua mulher”. Fico triste com o fato de que tantos só descobrem isso após sua esposa ter falecido. Contudo, talvez acima de tudo, eu gostaria de ter segurado mais a mão dela para que eu ainda pudesse sentir isso mais claramente. Queria que tivesse sido um hábito tão constante, que até agora minha mão estivesse no formato que ficava quando eu segurava na mão dela toda vez que eu entro no carro. Queria que eu pudesse cair no sono sentindo a mão dela na minha.
Eu sei de tudo isso, felizmente, porque eu segurei a mão dela. Eu recebi todas as bênçãos descritas acima. Eu só queria que tivesse recebido mais delas. Não custa nada e produz dividendos até hoje. Se, para você, não é tarde demais, faça o investimento. Segure a mão dela sempre que tiver uma chance. Você não vai se arrepender.
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Por: R. C. Sproul Jr. © 2014 Ligonier Ministries. Original: Husbands, Hold Your Wife’s Hand.
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Maridos, segurem a mão de suas esposas antes que seja tarde.
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