sábado, 6 de agosto de 2016

Quando Uma Sogra Ama Sua Nora. Noemi – Modelo de Sogra {Parte 1}

Escrever sobre a relação entre sogra e nora é um grande desafio para mim, pois sou sogra de duas noras e de um genro e sou nora da minha sogra, ou seja, há momentos em que ocupo o papel de nora e noutros como o de sogra e posso dizer que não é nada fácil. Preciso constantemente estar atenta para não misturar as coisas: saber exatamente até onde vai o meu papel como sogra e por outro lado saber a fronteira do meu papel como nora. Não é desafiador?
Sei que muitas estão no mesmo barco que eu, mas o que é mais fascinante é que o piloto desse barco é Jesus de Nazaré e com certeza Ele nos levará ao porto seguro, ainda que as águas sejam turbulentas. Não podemos negar os conflitos, nem tão pouco deixar de compreende-los, pois eles fazem parte das relações humanas, das relações interpessoais. Em qualquer relação humana há conflitos, mas essa que iremos tratar especificamente aqui, talvez seja a mais frágil de todas as relações.
Jacques Poujol disse que negar o conflito é praticar a política do avestruz, que esconde a cabeça na areia para não ver um perigo evidente. Como não somos avestruzes, temos inteligência, enfrentaremos qualquer dificuldade que se nos apresente, e ainda que não tenhamos forças em nós mesmas, podemos chamar por Jesus e Ele nos dirá: “eis-me aqui” (Is. 58.9).
Pensando nisso, vou encarar de frente esse desafio e mostrar para vocês o que a Palavra de Deus nos fala a respeito desse assunto. Como sempre, encontramos nas Sagradas Escrituras diretrizes que nos apontam que caminho devemos seguir numa relação tão frágil como a da sogra/nora. Ainda que você tenha um bom relacionamento com a sua sogra, vale a pena conferir o que a Palavra de Deus nos diz e confirmar a veracidade dessa maravilhosa Palavra em sua própria vida.
Se você anda “pisando em ovos” com sua sogra/nora, observe o que diz a voz de Deus. Elencarei alguns aspectos da convivência entre Noemi e Rute que certamente servirão de parâmetro para nosso comportamento como sogra ou nora. Então vamos lá.
CARACTERISTICAS DE NOEMI COMO SOGRA:
1. Era paciente (Rt 3.18). Depois de sua viuvez, não se desesperou, nem tão pouco se precipitou. Só decidiu voltar quando soube da noticia que Deus havia visitado a sua terra, e com muito classe, demonstrou esse fruto do Espírito em todos os momentos (Rt 1.4-6). Como sogra preciso imitar essa grande mulher. Ser paciente e esperar a hora certa para tomar decisões que afetarão a minha vida e a vida daqueles que estão ao meu redor.
2. Era submissa e obediente. Ela não esboçou resistência em acompanhar seu marido, apenas o seguiu, por certo confiada na bondade de Deus (Sl 121; Rt .1,2).
3. Era mulher agradável e tratável (Rt 1.11). Como sogra, Noemi poderia jogar toda sua amargura sobre suas noras, mas ela tinha palavras doces e afáveis. Desejou a benção e não a maldição de Deus para elas (Rt 3.8-9). Quantas sogras precisam aprender com a bela Noemi, cujo nome em hebraico significa “agradável”, “linda” ou “graciosa” (alguns interpretam como alegria). Será que você é tratável com suas noras? Sabe usar palavras doces, ainda que interiormente esteja sofrendo grandes dores?
4. Noemi tratava suas noras como filhas (Rt 1.12). Considerava a nora como filha biológica e não como uma agregada ou intrusa na família. Vemos isso na forma como ela se dirige às noras, tratando-as de “minhas filhas”.
5. Não era egoísta, mas altruísta. No versículo 6 observamos que Noemi não pensava só no seu bem estar. A Bíblia diz que ela decidiu voltar com suas noras, que coisa linda! Naquele momento de desesperança, desilusão e luto, ela teria seus motivos para jogar a culpa nas noras, e até afirmar que aquelas mortes eram um castigo de Deus por seus filhos tomarem para si moabitas, sendo eles israelitas. Mas, ela declara o que tem no coração: se pudesse suscitaria filhos para elas, pois desejava que experimentassem a bênção de ser mães, sendo realizadas com um lar feliz (Rt 1.12-13).
Aqui encontro o amor de Deus, aquele amor que visa o bem do outro, e não unicamente o seu. Esse amor não busca os seus próprios interesses, mas o dos outros (1 Co 13.5). É aquele amor humilde que fica feliz com a felicidade do outro. Sogras, será que do nosso coração flui esse tipo de amor? Se nossos filhos estão bem tratados, bem casados, com um sólido casamento, amando-se como cônjuges, por que temos de nos afligir? Não era por isso mesmo que orávamos? É lamentável ver como, nesse tipo de relação, freqüentemente deixamos que a carne fale mais alto, dando lugar ao ciúme, inveja e egoísmo. É muito fácil jogar a culpa para um terceiro, e culpar o outro pelos problemas em nossos lares. Deixemos de lado esses comportamentos próprios de crianças, e assumamos a maturidade em Cristo, amando nossas noras e assumindo nossa responsabilidade diante de qualquer equívoco que cometemos no passado.
Elas se abraçaram e choraram, o que nos mostra uma verdadeira empatia (vers. 14). Será que agiríamos assim, ou pensaríamos: “nem eu, nem elas…”. Noemi deu-lhes beijos de despedida, e isso nos revela uma atitude de abertura de alma para alma; choraram em voz alta (vers.14) – não havia fingimento e mais uma vez as beijou.
6. Noemi foi compreensível. Ela compreendeu a atitude de Orfa e acolheu a decisão de Rute (Rt 1.18). Observe que Noemi não obriga suas noras, mas respeita as escolhas delas igualmente. Ela entendia que suas noras eram adultas e capazes de fazer suas próprias escolhas.
O nome Orfa significa “porfia”, “obstinada”, sugerido por alguns como aquela que “dá as costas”, ou a que “desiste”. Tal qual o seu nome, assim ela é. Noemi era uma mulher que dialogava com suas noras, buscava ouvir suas opiniões e acatava suas decisões. O nome Rute sugere “consolar” ou “refrescar” ou possivelmente “amiga”. Pelo significado dos nomes vemos duas noras distintas, e uma sogra com capacidade para entender as demandas de cada uma, sem celeuma, mas em plena paz.
Quantas vezes, como sogras, até com boas intenções, queremos impor regras, modos de viver, maneira de falar, entre outras coisas às nossas noras e genros! Temos que saber que nossos filhos deixaram pai e mãe para construírem uma nova família. Há coisas que eles levam da nossa família, que nossa nora ou genro vai absolver, há outras que são nossos filhos ou filhas que absolverão e são crenças, costumes, enfim , são duas maneiras de ser que se fundem para surgir outra. Não podemos pretender que nossas noras ou genros tenham a obrigação de repetir nossa maneira de ser, padrão de família etc. Eles precisam, claro, conservar o que aprenderam de nós, mas dentro de suas realidades.
Que maravilha é saber lidar com as pessoas! Precisamos nos lembrar sempre que nossas noras são mulheres adultas capazes de tomar decisões. Não precisamos manipular ou forçar qualquer atitude por parte delas ou dos nossos filhos. O máximo que podemos fazer é aconselhar, e deixar nas mãos deles as escolhas.
Sogra, você está no mesmo barco que eu, temos que ser prudentes senão colocaremos tudo a perder.Quem se mete em questões alheias é como o que pega um cão pelas orelhas (Pv 26.7). Cuidado! Você pode levar uma mordida! Não me leve a mal; sou sogra como você. Vamos melhorar?

7. Era uma sogra conselheira (Rt.1.15). Em toda a saga de Rute vemos Noemi sendo aquela que dava conselhos. Foi assim em Moabe e quando chegou em Belém. Ela orientou detalhadamente como Rute deveria fazer para garantir o “redentor” e Rute acatou todo o conselho (Rute 3.1-4).
Quem tem uma sogra conselheira tem uma dádiva de Deus, é sempre orientada, e o seu final é feliz. Por isso Rute se apegou a sua sogra, porque sabia que ela não iria levá-la ao mal caminho e aquela companhia contribuiria para sua felicidade. Sua nora pode ter essa confiança em você? E chegar a afirmar: “minha sogra é uma mãe, uma conselheira”?
Como sogra, Noemi não falou fora de hora, mas abriu a sua boca no momento certo. Tudo nos faz crer que ela não vivia dando pitacos na vida de seus filhos e noras, só falava no momento certo e com sabedoria. Por isso era respeitada por suas noras.
Noemi falava somente o que importava e provavelmente não dava conselhos não solicitados sobre a decoração da sua casa, penteado do cabelo ou se deveria perder alguns quilos extras. Ela falava sobre coisas sérias, decisões difíceis a se tomar, situações onde sua experiência dava peso às suas palavras. Diante de tais situações, Noemi falava e Rute respondia favoravelmente, ouvindo-a. Será que estamos falando demais, sobre coisas pouco importantes e que não nos dizem respeito? Seja cautelosa ao abrir a sua boca. Que dos seus lábios saiam palavras de sabedoria e nunca palavras intrometidas, de desprezo ou de zombaria. Se medirmos bem as nossas palavras, veremos que serão bem mais acolhidas.
Se quisermos ser respeitadas como sogras, devemos ter a prudência e a sabedoria para falarmos no momento certo, a palavra certa, para a pessoa certa. Se você precisa falar com sua nora, não fale a outra pessoa, como por exemplo a seu filho (o marido dela!) ou aos filhos dela, e muitos menos aos membros da sua família (parentes por afinidade).
A verdade liberta: fale com quem precisa de fato ouvir. Se é a nora, fale com respeito e sinceridade. Se não for compreendida, peça desculpas, mas não deixe o relacionamento fragilizado. Se tem que falar com o filho, chame-o com calma, olhe no olho e diga a verdade em amor; pois o amor cobrirá multidão de falhas (1 Pe 4.8). Se é com o neto, vá até ele e fale a verdade. Ele vai lhe honrar e lhe amar muito mais, porque perceberá que é amado. Faça tudo com sabedoria, diante do Senhor, com um coração puro.

8. Noemi elogiava sua nora e estava interessada no seu bem-estar (Rt 2.19). Podemos fazer parte da vida dos nossos filhos, agindo sempre com preocupação sincera e reconhecendo sempre as virtudes daquelas que lutam na edificação do lar dos nossos filhos. Sejamos sempre tardias para criticar e prontas para elogiar! Observe mais os acertos do que os erros. Lembre-se: elas tem uma longa jornada pela frente para aprender. Considere cada esforço delas, ainda que imperfeitos, na tentativa de fazer o melhor pelo esposo e filhos.
9. Noemi não fazia cobranças, nem se valeu de sua situação para menosprezá-la.Depois da firme decisão de acompanhar sua sogra, Rute, como estrangeira, viúva e pobre, teria motivos para se sentir inferiorizada, sem nenhuma perspectiva de vida. Era totalmente dependente de sua sogra naquela terra estranha. Noemi não fez cobranças a Rute, dizendo: “não vai sair para trabalhar? Eu sou velha e não tenho nada a ver com você. Já que viestes, tens que te mexer; faça alguma coisa!”.
Que sogra linda era Noemi! Tudo nos faz crer que Noemi esperou para ver que atitude sua nora tomaria. Rute decide: “vou recolher espigas no campo daquele que me permitir”. “Vá minha filha”, respondeu Noemi (Rt 2.1-2). Que linda lição! Rute vai e cai exatamente no campo de Boaz, que era do clã de Elimeleque. Deus é fiel.O que a influencia sadia de uma sogra pode fazer na vida de uma nora!
Pense nisso: como estou influenciando minha nora? Uso minha estabilidade emocional, espiritual e financeira para apoiar e edificar a sua vida, ou torno cada dia da vida da jovem mãe e esposa dos meus filhos um eterno tormento? Reflita.
10. Noemi não era invejosa, nem tinha Rute como uma concorrente (Rt 4.14-17). Pelo contrário, ela incentivou a sua nora, Rute, a buscar a felicidade. Noemi comemorou cada plano bem-sucedido de Rute. Ela vibrava com a sua felicidade. Noemi não sem prendia a sentimentos mesquinhos de ressentimento e inveja, mas alegrava-se ao saber que Deus, através de Rute, suscitaria um “redentor”, um “nome”, à sua linhagem. Ela estava feliz pelo que Deus estava fazendo na geração seguinte. Noemi entendeu o seu lugar no plano divino. Depois de casada com Boaz e já uma mãe bem-sucedida, não vemos Noemi com ciúmes da felicidade de Rute, mas a vemos participando de cada momento com o entusiasmo de uma mãe.
Uma sogra que cumpre o seu papel, será instrumento de Deus para suas noras, fillhos, netos e para toda a família. No nascimento de Obede, as pessoas louvam mais a sogra que a nora, que é a mãe do bebê. Rute não se sente minimizada, pelo contrario, de maneira magistral, reconhece sua sogra como uma mãe, uma conselheira e uma verdadeira conhecedora do Deus que muda situações.

Queridas, já escrevi muito sobre as sogras e ainda teria mais. Se não tiver cuidado vai sair outro livro com esse assunto tão emblemático! Que não sejamos ameaça na vida de nossas noras, mas mãe e amigas. Rute e Noemi viveram juntas por muito tempo e ainda assim conseguiram ser amáveis e bondosas no seu relacionamento. Tenho certeza que esse livro, como todos os outros, foi escrito com um propósito claro de nos mostrar na prática que é possível sogra e nora amarem-se e viverem unidas no temor do Senhor.
Na próxima postagem falarei sobre as noras. Preparem-se. E espero fazer um teste com noras e sogras para assim saberemos onde devemos melhorar e agradarmos em tudo ao Senhor.
Tenha uma semana em paz . E como sogra, procuremos melhorar e amadurecer no Senhor.
Meu abraço a todas!
Deus abençoe.

Pedras de Esquina Lavradas


As moças solteiras, segundo a Palavra de Deus, são como “pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio” (Sl 144.12). Você, moça, é chamada para ser como aquela que embeleza e dá sustentação ao palácio do seu corpo. O seu corpo é o seu palácio. Você é o sustentáculo moral e a guardiã da pureza. Está nas suas mãos o comportamento moralmente correto de uma sociedade. Esse princípio está implícito nas letras da lei mosaica:

Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade (Lv 19.29).

Quer medir a moral de um povo? Observe suas jovens moças e mulheres. Foi por isso mesmo que Deus ordenou aos pais das moças: cuidem da pureza sexual de suas filhas! E você, mulher e moça solteira, cuide-se também. Valorize-se! use toda sua condição atual para edificar o seu caráter em santidade e temor a Deus. Se vier a casar, tudo isso terá sido um grande investimento na qualidade do seu casamento. Se não casar, você continua sendo depositária de um tesouro inestimável que é a pureza – condição indispensável para ver a Deus.
Ah, se as moças solteiras soubessem a riqueza que é ser coluna e pedra de esquina lavrada! Não se contentariam com os manjares deste mundo! Pedra lavrada é pedra trabalhada. Você possui um espírito que se deixa ensinar? Você está aproveitando esses maravilhosos anos em que desfruta de plena liberdade para ser trabalhada pelo Senhor, ou tem se ocupado com coisas vãs, alimentando a sua carne? Todo esse trabalho do Senhor é para que você cumpra com excelência os seus propósitos nesse mundo. Ele mesmo é quem desenha os ornamentos em você! Cumpre a você somente amar o que Ele ama e desprezar o que Ele despreza.

Como coluna, você deve sempre ser a que sustenta a moral dos que lhe cercam, e a sua própria. É como já ouvi dizer: seus modos, moça, convidam o homem para ser um cavalheiro ou um perfeito animal. O que você quer? Também ouvi por estes dias que o nível moral de uma sociedade é o nível do caráter feminino. Quando um homem ama uma mulher ele tem que se fazer digno dela. Então, seja firme! Você é coluna que sustenta! Os rapazes santos que estão sendo preparados para ser bons maridos precisam de você para que a casa deles permaneça de pé.
Não tenha medo em elevar os seus padrões morais. Não aceite ninguém que a rebaixe moralmente. Deseje andar altaneiramente como a águia. Se for o plano de Deus que você case, Ele enviará aquele servo fiel que a amará e a protegerá todos os dias da sua vida e você dirá: “Valeu a pena esperar!”.
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Judite Alves

terça-feira, 14 de junho de 2016

Quando Uma Nora Honra a Sua Sogra

Semana passada escrevemos um texto sobre as sogras. Se você leu e sentiu que a sua sogra precisava aprender cada lição com Noemi, veja agora se você também não precisa tornar-se uma nora como Rute, pois a postagem de hoje é especialmente para as noras. Para termos uma sogra ideal, precisamos, antes de tudo, ser uma nora ideal. Por mais difícil que pareça essa relação sogra/nora, encontramos na Bíblia o exemplo dessas duas mulheres que preferiram-se em honra uma à outra (Rm 12.10).
Aqui estou para falar um pouco sobre Rute, aquela moabita que era entrosada com sua sogra de maneira impactante e especial. Rute foi tão importante na vida da sua sogra Noemi, que a vitória de uma é a realização da outra. Rute, no seu papel de nora, conduziu-se de maneira tal que chamou a atenção das pessoas, e, finalmente, de Boaz. Foi no bom desempenho como nora que ela encontrou o seu esposo. Se você é nora eu desejo que seja uma fonte de bênção para sua sogra. Aprendemos com Rute que a relação entre sogra e nora pode ser amável, leal e que uma pode honrar a outra, ao cumprir bem os seus papeis.
Vamos, então, ao que interessa. Vejamos as características dessa grande mulher que tinha tudo para ter um final infeliz, mas, ao se converter ao Deus de sua sogra e arriscar-se em acompanhá-la, sua vida foi restaurada, sua descendência foi suscitada e ela pode ver os bens do Senhor na terra dos viventes.
Qual foi o segredo de tudo isso? Decisão, fé e esperança. Sigamos, então, seus passos.
QUALIDADES DE RUTE, A NORA
Ruth and Naomi (1886) Philip Hermogenes Calderon1. Rute preferiu a companhia da sogra a de seus parentes. Uma tomada de decisão pode lhe levar ao ostracismo ou a ter o nome renomado. Foi o caso de Orfa e Rute na fronteira de Moabe e Belém. Foi o momento decisivo: Orfa volta para sua família e nunca mais seu nome é mencionado. Rute decide continuar com sua sogra, e assim afasta-se do convívio com sua família. Pela história podemos tirar a conclusão que Rute era carinhosa, tinha um bom relacionamento com os familiares, mas quis fazer o bem à mãe do seu falecido marido, uma viúva, sem filhos. Isso me emociona, pois ela provou que a amava sem nenhuma pretensão (1 Co 13. 1-8; Rt 1.15-18). Como noras, devemos escolher amar as sogras. A união com o filho dela nos fornece um poderoso laço da amor para nutrir por toda a vida.
2. Rute ajudou sua sogra, saindo em busca de provisão para ambas. Partiu dela a ideia de ajudar a sogra buscando onde trabalhar (Rt 2.2). Se fosse você, deixaria sua sogra padecer necessidade ou se disporia a ajudá-la? A Bíblia é categórica ao afirmar: “A alma generosa engordará e o que regar será regado” (Pv 11.25). Ainda ratifica: “O Senhor não é injusto para se esquecer do vosso trabalho…” (Hb 6.10). Você seria capaz de trabalhar para o sustento de sua sogra? Está disposta a servir ou já fez algo que exigiu o seu sacrifício a fim de suprir alguma necessidade de sua sogra? Ou é alheia à sua vida e trabalho?
3. Rute foi uma nora que escutou conselhos. Ao voltar do trabalho, Rute conta para sua sogra como havia sido o seu dia. Relatou que foi ao campo de um homem chamado Boaz, e quando Noemi ouviu esse nome, não lhe soou mal, mas abençoou Boaz dizendo: “Que Jeová, o eterno abençoe a Boaz” (Rt 2.20). Depois seguiu, dizendo: “Esse homem é nosso parente próximo”. Assim Noemi aconselhou-a em tudo como deveria proceder (vs. 22-23).
Sabe-se que existem sogras que não se prezam a ser como Noemi, sensata, amorosa e que sabe tratar a nora como filha. Mas, e você, nora, tem dado essa condição à sua sogra? Como mãe do seu esposo, ela, por afinidade, é sua mãe também. Ouça o que ela lhe diz e pondere suas palavras. Não resista somente porque é sua sogra. Você ainda tem muito o que aprender na vida, e talvez, muito a aprender com ela.
4. Rute era uma nora compreensível, e não tinha ciúmes de Noemi. Ao dar a luz a seu primeiro filho, Rute tinha tudo para ser uma mãe superprotetora, ciumenta e orgulhosa, afinal, ela foi resgatada por um homem bem conceituado na cidade. Ela poderia pensar: “Agora que consegui o que queria, estou amparada, bem casada e bem amada, a velha Noemi que se vire”. Mas aquela linda mulher tinha algo em si que lhe fazia diferente, por isso o próprio Boaz chegou a elogiá-la, dizendo: “Bem se me contou quanto fizeste à tua sogra, depois da morte de teu marido, e deixaste a teu pai, e a tua mãe, e a terra onde nasceste, e vieste para um povo que, dantes, não conheceste. O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar” (Rt 2.11-12).
ruth3Logo após, ele se casa com Rute, e dessa união nasce seu filho, Obede. Ela incluiu Noemi em tudo quando o seu filho nasceu. Em vez de ficar enciumada, Rute se alegrou ao ouvir as mulheres elogiarem Noemi. Parece que a relação nora e sogra fica por um fio justamente quando nasce os filhos/netos. Começam os cuidados, as comparações, as sugestões e tudo isso, se não tivermos cuidado, pode transformar-se num combate de palavras e julgamentos, tornando o que era difícil ainda mais complicado. É sempre bom pensarmos que não somente nós, noras, estamos vivendo um momento nosso, mas as sogras (que são as avós) também experimentam novas sensações com a chegada de um bebê, principalmente porque netos nos fazem relembrar toda a juventude e início do casamento. Não exclua sua sogra desse momento sublime. Ela também faz parte da sua vitória.
5. Deus abençoa a nora que honra sua sogra. Rute compreendia que Noemi precisava do seu espaço de avó, e não sofreu, mas se alegrou , quando as mulheres por certo cantavam: “…seja o teu nome afamado em Israel Noemi. Ele será recreador da tua alma e conservará a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o teve, e ela te é melhor do que sete filhos. E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu regaço, e foi sua ama. E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede” (Rt 4.13-17).
Será que você, nora, teria coragem de entregar seu filho para sua sogra cuidar? E quando sua sogra recebe um elogio, você se chateia ou se alegra? Vamos pedir ao Senhor que nos ajude a honrar nossas sogras, pois assim poderemos colher o que semeamos (Ec 11.1).
Que possamos tomar decisões de fé e de coragem, como fez Rute, e o O Senhor há de nos guiar em todas as coisas. No tempo certo receberemos o devido louvor dos homens e de Deus. Foi por causa desse bom tratamento à sua sogra que Rute achou graça aos olhos de Boaz. Há muitos que fazem piadas com as sogras, mas isso não é bom e não atrai a admiração de ninguém. Rute amou e respeitou a sua sogra em todas as circunstâncias, e isso não foi escrito por acaso. Deus quer nos ensinar com essa história.
Talvez você não tenha uma sogra tão doce como Noemi, mas não é menosprezando-a que você obterá êxito. Lembre-se: não lutamos com armas carnais e nem lutamos contra pessoas, mas nossas armas são espirituais e nossos inimigos, igualmente. Não perca tempo “premeditando como satisfazer os desejos da carne, mas revista-se do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13.14). Paulo disse: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos” (Rm 12.18). Você não pode mudar a sua sogra, mas pode muito bem fazer a sua parte para viver em paz com ela.
Quando fazemos o bem, a Bíblia diz que a seu tempo colheremos, senão desfalecermos (Gl 6.9). “E todo o povo que estava na porta e os anciões disseram: somos testemunhas; O Senhor faça a esta mulher, que entra na tua casa, como Raquel e como Leia, que ambas edificaram a casa de Israel; e há-te já valorosamente em Efrata e faze-te nome afamado em Belém” (Rt 4.11). Que nós, noras, possamos amar nossa sogra, dando-lhe cuidado e consideração, e com certeza alguém, no futuro, nos honrará.
Albert Camus disse sobre a generosidade: “A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente”.
Meu abraço no coração e tenha um fim de semana com as bênçãos de Deus!

domingo, 28 de junho de 2015

O Triste Caso da Jovem Alice e Meu Apelo aos Pais de Meninas

O caso da jovem Alice nos deixou perplexos, paralisados. Como um padrasto, que cuidou desde os 4 anos daquela menina, pode fazer tamanha maldade? Como um homem de apenas 35 anos pode tratar uma enteada com tamanha crueldade? Os familiares, amigos e expectadores lamentam e sentem indignação diante das barbaridades cometidas por aquele homem.
Mas, por que não sentimos essa mesma indignação todos os dias? Por que deixamos para nos indignar somente quando o pior acontece? Por que não combatemos o mal antes que ele tome forma e arruíne com as vidas e famílias? Onde está a indignação diante dos anúncios publicitários que exploram uma sexualidade descomprometida e banal? Por que não abolimos da nossa programação emissoras comprometidas com um conteúdo vil que denigre a dignidade principalmente da mulher, expondo seu corpo como objeto da luxúria e do prazer carnal?
A mensagem da cultura popular hoje exibida pelos meios de comunicação é quase unânime: fazer do sexo irresponsável uma forma natural de vida. Aquela pobre jovem, estuprada pelo padrasto, é mais uma vítima dessa sociedade violenta, hipersexualizada e sem conteúdo espiritual para saciar a sede da alma humana. Infelizmente, os pais não tem mais tempo, ou quando estão em casa sentem-se cansados pela fadiga do trabalho, e simplesmente entregam seus filhos a esta cultura vil e obscena. Seus filhos, especialmente suas filhas, são presas fáceis dessa cultura do sexo fácil, onde os atributos físicos valem mais que o caráter ilibado. Quanto a isto, Deus recomenda ao seu povo a não entregar os filhos para fazer passar pelo fogo perante o deus Moloque (Lv. 18.21). A cultura de hoje é um deus que exige que os sacrifiquemos no altar do sexo, jogos e trivialidades.
O retrato daquela jovem é o retrato das meninas de hoje: magra, bonita, atraente, sensual. É aquela Barbie que você comprou à sua filhinha quando tinha apenas 4 anos de idade… Sim, ela cresceu e se tornou uma. Mas você sabe que há inúmeros predadores sexuais cobiçando essa promissora vida?
Pais, cuidem das suas meninas! Como pais, somos os defensores e guardiões da pureza dessas meninas. Não espere que a sociedade cuide do que é seu. A natureza da mulher, sua vulnerabilidade emocional inerente a torna uma pessoa de fácil manipulação. Elas querem ser bonitas, atraentes. Elas querem chamar atenção. Isso faz parte da constituição feminina. Não permitam que cresçam em ambientes vazios de amor, afeto e atenção. Cerquem-nas de cuidados e certifiquem-se de que suas necessidades de afirmação, amor e intimidade foram supridas no seio de uma família emocionalmente saudável. Não há ambiente mais seguro para uma menina do que uma família afetuosa.
Tratar de um assunto como este renderia páginas e páginas, mas essa história mostra como um pai faz a diferença na vida de uma garota. A figura do pai biológico jamais se apartou daquela menina. A prova disto é que mesmo depois de crescida tatuou o nome de seu pai no seu braço, o que me parece dizer ao predador: “você pode me levar, mas você vai comigo, pai…”. Que triste!
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Alice, mais uma vítima dessa sociedade hipersexualizada
Todo o desejo vil daquele homem surgiu ao se deparar com o corpo daquela jovem, que, possuído de lascívia, sem um mínimo de amor natural e respeito a si mesmo, a sua enteada e a sua mulher, vai ao mais baixo nível que o ser humano pode chegar – violenta, abusa e mata. Creio que naquele encontro a figura do pai que já não existia perpassou à mente da jovem. A falta de um homem que a protegesse e a amasse, que cuidasse de sua integridade física e moral, a expôs aos desejos de um padrasto infiel, que escolheu não assumir um papel protetor e orientador, antes, preferiu alimentar seus desejos vis. Como bem frisou a pediatra Meg Meeker, no livro Pais Fortes, Filhas fortes: “há apenas uma coisa que se interpõe entre essa cultura e sua filha. Você, pai. O pai muda, de forma inevitável, o curso da vida de suas filhas – e pode até salvá-las”. Essa mesma autora afirmou que a cultura é de uma crueldade inimaginável e ameaça a saúde emocional e física da atual geração de meninas.
Aqui eu faço um apelo aos adultos pela saúde e integridade das meninas: renuncie o conforto, renuncie as facilidades pela integridade dos seus. Priorize a infância dos seus filhos, esteja perto, converse, sinta os dilemas deles com eles. A Palavra de Deus diz que o amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Sofra, espere, suporte e acredite. Confie que o Senhor transformará aqueles difíceis anos da infância e adolescência em anos de paz na idade adulta. Lembre-se de Provérbios 29.17: “castiga o teu filho, e te dará descanso; e dará delícias à tua alma”.
Defina os limites, seja firme. Ensine sobre o valor da castidade, sobre a santidade do corpo e mostre como o casamento nos protege desses males sexuais pervertidos. Renuncie a si mesmo e caminhe mais uma milha se preciso for pela saúde deles. Resista à vontade de divorciar-se, renuncie aquela carreira, abra mão daquele lazer. Como disse James Dobson: “os filhos valem tudo o que nos custam”.
Interessante perceber que em cada novo caso de violência familiar, vemos uma estrutura familiar rompida, relações desgastadas, ciúmes, iras, invejas. Tudo nos leva ao perfeito diagnóstico feito por aquEle que sonda os corações: “…do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mateus 15:19 ). É do coração, amados. Como estamos cuidando do nosso coração e do coração dos nossos? Colocamos vigias? Vigiamos nossos pensamentos?
Num momento desses podemos parar e refletir: o que eu estou fazendo para evitar esse tipo de acontecimento? Clamar por justiça e apelar para explicações psicológicas ou psiquiátricas não resolverá o problema que já está posto e que continua a se alastrar pelas famílias. A questão é que a mídia se voltou contra as famílias, contra os pais dedicados que tentam salvar seus filhos dos efeitos perniciosos de sua programação.
E aqui cabe a reflexão: você, pai e mãe, como tem tratado sua filhinha? Tem cuidado do seu corpo, preservando-o dos predadores sexuais do nosso tempo? Ou o tem exibido e interiormente aplaudido as atitudes ousadas de sua adolescente? Acha bom que ela seja objeto de desejo dos homens? Tem ensinado a ela o valor da castidade, sendo você mesmo um padrão de conduta? Qual tem sido a visão de casamento que tem transmitido em casa? Os valores morais absolutos são ensinados e incentivados ou tem adquirido como filosofia de vida a liberdade das escolhas sem ensinar as conseqüências?
E aos pais (homens) deixo meu apelo: assuma diante de Deus a autoridade paternal sobre seus filhos. Guarde sua filha do pecado. Observe as suas roupas. Seja você mesmo um padrão de fidelidade e pureza. Seja o sacerdote do seu lar. Ame sua esposa e viva para glorificar a Deus. Lute por sua família até o fim. Ensine os absolutos preceitos morais da Palavra de Deus e coloque-se diante de Deus pelo seus filhos, como fez Jó. O inimigo pode até se levantar, mas Deus estará com você. Sua descendência se estabelecerá na terra pela justiça e retidão, e quem sabe, se não conseguiremos aplacar a ira do Deus santo e poderoso?
Vivemos nos dias em que o apóstolo Paulo menciona como dias trabalhosos, homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus (2 Tm 3.1-4). Se observarmos o perfil de muitos que vivem na atualidade encontraremos que é como este que o apóstolo descreveu. Que Deus nos guarde e guarde nossos filhos de não nos tornarmos vítimas de pessoas com crueldade tamanha.
Essa é a minha oração e o meu desejo. Igreja do Senhor, não durmamos! Estejamos bem atentos, vigiando nossa plantação. E, enquanto isso, preguemos essa Palavra que liberta o mais vil pecador, que restaura famílias, que dá real dignidade à mulher, que faz dos homens enviados de Deus na preservação de vidas. Aceitemos o Evangelho inteiramente, e eu sei que Deus resgatará nosso estado do lamaçal do pecado.
Eu também oro: Maranata! Ora vem Senhor Jesus!
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cuidando dos Idosos da Nossa Família

Paz do Senhor, amigos!
Estou de volta.
Quero compartilhar com vocês, uma participação minha no Seminário do PROATI (Programa de Atendimento a Terceira Idade) da nossa igreja. Um programa que tem como objetivo atender os idosos em suas demandas dentro da possibilidade de cada grupo de voluntários.
Meu tema foi baseado em 1 Tm 5.8: “O cuidador cuidando do Idosos de sua Família”.
Achei um tema propício, pois que adianta cuidarmos dos idosos das famílias da igreja se desprezamos os idosos da nossa própria família?
No final da minha palestra passei um vídeo que quero compartilhar com você. Será que não é essa sua história? Se for ainda é tempo de mudar.
Um abraço, Judite.
Clique aqui para assistir:
idososlink

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Olhando Para Sara…

“Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque, sendo ele só, o chamei, e o abençoei e o multipliquei” (Is 51.2).
Vamos atender a esse chamado? Vamos olhar a vida de Sara no lar e os frutos que ela produziu?
Sara está incluída nos heróis da fé que honram o nome do Senhor. O que a sua fé gerou?
Na primeira epístola de Pedro, lemos: “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto” (1 Pe 3.6).
Sara fazia o bem e não temia nenhum espanto. A quem Sara fazia o bem? A Abraão, seu esposo. Você lembrou-se de alguém, querida amiga? Será que veio à sua mente o que veio à minha? Lembrei-me da mulher virtuosa. “Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida” (Pv 31.11). O fruto da bondade e benignidade estavam presentes na vida dessa mulher. Sara poderia escolher ser uma mulher amargurada e triste por ser estéril. Ela não frutificava fisicamente! Mas isso não foi motivo para esterilidade espiritual, pelo contrário, foi a razão para sua riqueza espiritual.
Quantas vezes nós, mulheres, ficamos aborrecidas com tão pouco! Reclamamos de tudo e falamos mais do que convém. O segredo de Sara foi a obediência ao seu esposo e o seu comportamento diante das dificuldades impostas sobre sua vida. Jesus disse: “Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá” (Lc 11.17). Oh, querida irmã, se você quer as bênçãos de Deus, você precisa dar o primeiro passo: frutificar dentro da sua casa, sendo parceira do seu esposo em tudo (e, é claro, menos no que for pecado). A palavra é enfática: “Cada uma saiba possuir seu corpo em santificação e honra” (1 Ts 4.4). Se quiser colher bons frutos no futuro, comece hoje submetendo-se e ouvindo o seu marido. Ele é a voz de Deus para você. Sara também “não temia nenhum espanto”. Vemos aqui o fruto da paz. É um fruto que todas nós mulheres necessitamos. Sara não era inclinada ao medo, pois confiava no Senhor. Spurgeon nos diz: “Houve várias ocasiões em que ela poderia ter sido muito inquieta e aborrecida. A primeira foi em romper com sua vida doméstica. Vejam, seu marido, Abraão, recebe um chamado para sair de Ur dos Caldeus. Bem, é uma jornada considerável e eles se deslocam para Harã. Há algumas mulheres – mulheres descrentes e até mesmo cristãs – que não teriam compreendido isso”.
No trajeto, houve muitas surpresas. Não só surpresas boas, mas ruins também, e Sara não deixou de frutificar em tempo de crise. E, você, está preparada pelo Espírito para frutificar na hora da crise? Mesmo vivendo uma vida instável, ora estavam em um lugar, ora peregrinavam para outro, armando e desarmando tendas, Sara seguia fielmente o seu marido, confiando que o Senhor os estava guiando.
Todas nós sabemos que a instabilidade afeta nossos nervos. Mulheres gostam de previsibilidades, de organização (pelo menos a maioria delas), mulheres gostam de ter certeza. Mas a vida de Sara era uma eterna incerteza. Ainda assim, ela não se rebelou nem contrariou o seu marido, mas conseguia fazer do seu lar um ambiente de paz, pois era mulher prudente e sempre estava acatando suas orientações. A mulher que submete-se amorosamente ao seu esposo atrai as bênçãos de Deus para o seu lar.
Que grande exemplo! Em nossas vidas parece que sempre precisamos de uma dose extra de tranquilidade. Pensamentos de fracasso e autopiedade frequentemente nos atacam e, se deixarmos, somos engolidas pelo medo. Nunca se precipite em dizer: “Não consigo viver sem isso, não conseguirei”. A nossa dependência deve ser somente de Cristo, somente Ele deve ser a nossa porção. Nosso temor deve ser o de perdê-Lo, pois se perdermos tudo aqui, mas continuarmos com Ele, então não teremos perdido nada.
Cantamos um hino (HCC-254) que diz:
“Sem Cristo eu morreria
Sem Cristo preso estou
Sem Cristo eu desistiria
Mas, com Ele, salvo e livre sou”
Essa palavra é de mulher para mulher, amada. Precisamos de paciência até que os frutos do nosso trabalho apareçam (Hb 10.36). Não podemos desanimar. A vitória está no final, e não no começo das coisas. Caminhe, mas não se apresse. Spurgeon nos aconselha:
“A calma da mente é a mãe da prudência e discrição. Ela dá a firme posição que é necessária para o guerreiro, quando ele está prestes a desferir um golpe vitorioso. Aqueles que não podem ser surpreendidos pelo medo viverão para serem surpreendidos com a misericórdia! “Como”, pergunta alguém, “podemos obter isso?” Essa é a questão! Lembrem-se, isto é uma consequência da fé e vocês a terão na proporção em que tiverem fé e se aproximarem de Deus. Tenham fé em Deus e vocês não terão medo e nenhum espanto”.
Deus abençoe na luta diária!
Um forte abraço!

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(o texto foi extraído do nosso livro Mulher: Feita Para Frutificar).

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sábado, 30 de agosto de 2014

Como Mudar o Seu Cônjuge

Paz do Senhor, queridos!
Quase todos os dias enfrentamos dilemas conjugais, de casais que clamam por uma luz que os guie no meio de um turbilhão de problemas. Muitos deles são problemas de relacionamento inter-pessoal, questões pequenas do dia a dia. Um comportamento, um olhar, uma palavra, o silêncio, a demora… podem ser acumulados diariamente no “estoque” da ira, trazendo muitos desentendimentos e por fim o completo distanciamento.
Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês o texto abaixo. Espero que essas cinco atitudes promovam a paz no seu lar.
Tenham um final de semana na presença de Deus!
Judite Alves


Como Mudar o Seu Cônjuge
Por Joshua Straub, Ph.D.
Desde a última semana, tenho recebido vários pedidos de ajuda no que se refere aos casamentos. Estou muito agradecido por aqueles que por e-mail ou pessoalmente compartilharam suas histórias comigo. A coragem para erguer-se e o desejo de ter um excelente casamento são claramente reconhecidos.
Em resposta, decidi reunir cinco atitudes que sempre dou aos casais em perigo, logo depois de ouvir suas histórias. Um dos temas mais comuns, quando uma pessoa pede ajuda, é uma explicação do que a outra pessoa está ou não está fazendo no relacionamento.
Agora lembre-se, estes cinco passos serão sempre dados pelo cônjuge que deseja mudanças, mas que não sabe o que fazer pois a outra pessoa não está disposta a ceder.
Se é assim no seu casamento, eu sinto muito que você esteja em tal situação. Mas deixe-me encorajá-lo: você pode mudar seu cônjuge!
Vejamos:
1. Tudo começa na compreensão de um princípio — a única pessoa que você pode mudar é você mesmo.
Você não pode mudar ou “consertar” o seu cônjuge, mas pode mudar a forma como  interage com ele(a). Sua atitude vai exigir indiretamente que seu cônjuge tome uma decisão que corresponda a ela, como resposta a você. Dito isto, quando é uma esposa que vem pedir ajuda, eu sempre começo por este versículo:
“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.”
1 Pedro 3: 1-4.
Em outras palavras, não faça uma pregação. Isso só vai empurrá-lo para mais longe. Não o faça sentir como um fracassado mais do que ele provavelmente é. Envergonhá-lo não vai provocar mudanças nele.
2. Comece orando todos os dias pelo seu cônjuge, e peça  para  que o Senhor lhe mostre a correta visão que Ele mesmo tem do seu cônjuge. Não permita que a sua situação ou as atitudes do seu cônjuge (ou a falta delas)  façam de você uma pessoa amarga e ressentida. A maneira mais eficaz de recuperar a empatia e a genuína preocupação com o seu cônjuge é orando para que Deus lhe mostre um vislumbre do que o seu cônjuge é aos olhos de Deus — a mágoa, a solidão e a dor que ele (a) deve sentir. Faça esta oração várias vezes ao dia, especialmente quando você estiver frustrado(a).
3. Desista do sentimento de culpa. O maior obstáculo para a união entre os casais é a culpa. Esta é uma difícil questão, especialmente se o seu cônjuge lhe culpa da forma errada. Mas resista à tentação de ficar na defensiva, jogando a culpa de volta (como fez Adão e Eva). Caso contrário, as muralhas entre vocês tornar-se-ão mais fortes, e seu cônjuge não vai mudar.
4. Procure compreender as motivações do coração por trás das ações de seu cônjuge. Raramente, a menos que o seu cônjuge seja abusivo, ele(a) dirá ou fará algo para intencionalmente lhe machucar. Em vez disso, palavras e atos ofensivos são geralmente carregados de emoção, tentativas ruins de conseguir a atenção do cônjuge (porque estamos sempre protegendo as paredes em torno de nosso próprio coração). Mas isso só o afastará ainda mais - e ele (a)  não mudará.
5. Finalmente, pegue a Regra de Ouro e substitua a palavra “trate” pela palavra “compreenda”.
Assim: “Compreenda os outros da maneira como você gostaria de ser compreendido.”
Para que o seu cônjuge comece a abrir-se com você sobre suas mágoas e medos, ele precisa ​​sentir-se seguro, e não como se fosse um marido que é pai ou como uma esposa que é mãe. Quanto mais seu cônjuge sentir-se compreendido por você, mais vai abrir-se ao longo do tempo.
Dito isto, todas as cinco atitudes fomentam uma coisa: a segurança emocional. E é a segurança emocional que prevê a satisfação conjugal.
Quanto mais seguro parecer a seu cônjuge, mais provavelmente seu cônjuge mudará.

Joshua Straub, Ph.D. é um advogado de família. É co-autor de God Attachment and The Quick Reference Guide to Counseling Teenagers. Para mais informações acesse: www.joshuastraub.com / Twitter @joshuastraub / Facebook.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Lança o teu pão sobre as águas…

Queridos, estou de volta! Depois de um Congresso de Mulheres abençoado, só resta a mim render-me e agradecer a Deus por tudo que Ele tem feito nesses dias. O que mais me alegra é saber que a mensagem de Deus foi pregada, a semente foi lançada e eu sei que em muitos corações germinará a semente que foi recebida. Oro e peço para que o Senhor ajude a todas as mulheres que estiveram presentes em cada culto (ou que assistiram pela Rede Brasil), a fim de que possam verdadeiramente buscar viver em santificação, sem a qual, como diz a palavra de Deus, “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).
Amados, é tão bom quando usamos a Palavra de Deus como referencial, como guia, como mapa para nossas vidas e podemos repassá-la aos nossos filhos! Ao despertar essa manhã, fui checar meus e-mails e encontro um de meu filho Jefferson. Em poucas palavras, ele agradecia a mim e ao meu marido pela Bíblia que o pai lhe havia dado no ano de 1987, quando tinha apenas 8 anos de idade. Ele guardou aquele presente, e contou-nos que se emocionou ao ler a dedicatória que havia em sua Bíblia. Em homenagem, levou essa mesma Bíblia e a usou para ministrar a Palavra em uma Santa Ceia. Chorei de emoção.
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Ao mesmo tempo fiquei a pensar: o que será dos filhos desta nossa nação se tirarem dos pais (como querem e estão fazendo) o direito (e dever) sagrado de amá-los, ensiná-los e discipliná-los conforme orienta a santa Palavra de Deus?
O sábio diz em Provérbios 22.6: “Ensina o menino no caminho que deve andar e quando envelhecer não se esquecerá dele”. Isso é verdade, caro(a) leitor(a)! Sei que muitas vezes custa-nos lágrimas, trabalhos e sacrifícios, pois nem tudo o que dizemos e fazemos parece ser bem recebido por nossos filhos naquele momento, mas um dia, no futuro, eles compreenderão e agradecerão.
Gordon Neufield, um psicólogo renomado que trabalha na área de vínculos familiares diz que:  “Os pais nunca foram tão bons como agora. Crianças precisam de tristeza, de frustração para crescerem”. As lágrimas são necessárias  para nosso crescimento. Não é em vão que quando nascemos choramos, e se isso não acontece, o pediatra dá uma palmada (cuidado, pediatras com a lei!). Foi pelo sofrimento que o nosso amado Jesus se consagrou o Príncipe da nossa salvação, como diz: “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles. Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hb 2.10-11).
Volto ao meu filho, que reconhece hoje o valor de um presente, dentre tantos outros. E eu poderia perguntar-lhe: “Onde está aquele trem a pilha que o papai lhe deu, com o qual brincaram juntos por muitos?”. Tenho certeza de que ele não sabe a resposta. “Onde estão aquelas roupas cuja cor você escolheu (a marca era o orçamento quem escolhia)?”. “Onde estão todos os livros de histórias bíblicas e seculares que a mamãe lhe deu?”. Muitas coisas, talvez, ele nem lembre, por causa da pouca idade que tinha. Mas o que me deixa feliz é que a Palavra de Deus tem uma influência tremenda, pois ela é viva e eficaz, é como espada de dois gumes que vai até a divisão da alma e penetra nas juntas e medulas e é apta para discernir as intenções do coração (Hb 4.12). Dela, ele não se esquece, pois foi o único presente de sua infância que ele preservou.
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E você, papai e mamãe, já deu um exemplar da Bíblia a seu filho? Enquanto cresce, presenteie-o a cada ano, desde bebê até quando tiver que sair de casa para construir o seu novo lar, com exemplares da Bíblia. De fato, inculcar a Palavra na mente da criança é como “lançar o pão sobre as águas”. Às vezes, parece que não teremos retorno, mas, se não desistirmos, veremos o milagre que a poderosa Palavra de Deus irá operar na vida dos nossos filhos. Acredite no valor da Palavra, e não fique paralisado diante das ofertas de um mundo hedonista, materialista, cheio de vingança.
Faço minhas as palavras do profeta Isaías, ao falar as Palavras de Deus: “O Senhor falou comigo com veemência, advertindo-me a não seguir o caminho desse povo. Ele disse: “Não chamem conspiração tudo o que esse povo chama conspiração; não temam aquilo que eles temem, nem se apavorem. Ao Senhor dos Exércitos é que vocês devem considerar santo, a ele é que vocês devem temer, dele é que vocês devem ter pavor. (…) Guarde o mandamento com cuidado e sele a lei entre os meus discípulos [nossos filhos!]. Esperarei pelo Senhor, que está escondendo o seu rosto da descendência de Jacó. Nele porei a minha esperança. Aqui estou eu com os filhos que o Senhor me deu” (Is 8.9-18). Mesmo que o mundo crie estratégias para nos separar de nossos filhos, ainda que os governos deste mundo  se armem com leis para destruir o que de Deus recebemos, eles serão frustrados, mesmo que façam planos, não terão sucesso, pois Deus está conosco!
A geração dos justos não será extinta. Assim como Deus deu graça às mulheres hebréias no Egito, que acharam graça aos olhos das parteiras egípcias, e assim como Ele deu livramento ao Seu povo durante toda a história, estabelecendo concerto com aqueles que piedosamente O serviam, assim será conosco. A Bíblia nos diz: “Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas” (Ec 11.6).
Esse email que recebi do meu filho me inspirou com lágrimas a escrever para vocês.
Tenham uma semana feliz com bênçãos e esperança da parte de Deus para sua família.
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